terça-feira, 20 de dezembro de 2011

2009 - MOBEX

25. Com a expressão “ruptura epistemológica”, o filósofo Gaston Bachelard entendia uma mudança na maneira de formular novas teorias científicas. Segundo o filósofo, é lícito afirmar que a referida ruptura caracteriza-se por
 
(A)  rompimento de uma cadeia de argumentação indutiva em virtude do desconhecimento de
um novo fenômeno a ser explicado.
(B)  refutação de várias teorias por outra no interior de um mesmo âmbito epistemológico.
(C)  desqualificação da razão como instância legisladora do campo epistemológico por outro órgão de cognição.
(D)  reconhecimento da mudança dos juízos epistemológicos por novos juízos de valor.
(E)  uma descontinuidade e uma diferença temporal entre as teorias científicas.
 
26. Hegel contrapõe o termo eticidade à moralidade, uma vez que esta se funda na subjetividade. A Filosofia do Direito, no entanto, unifica a subjetividade da liberdade com a objetividade da instituição substancial. Considere entre os itens abaixo os que explicitam essa unificação.
 
I. a unificação da  objetividade da vontade geral com a subjetividade do poder estatal.
II. a libertação do cidadão pela liberdade substancial.
III. a vinculação da subjetividade da eticidade com a objetividade da moralidade.
IV. a supressão da subjetividade e da objetividade graças ao poder da instituição substancial do Estado.
V. o reconhecimento do Estado como a instância instituidora de leis de validade universal. 
 
Estão corretos os itens
 
(A)  I e II.   
(B)  I e IV.   
(C)  II e V.
(D)  I, II e III.
(E)  III, IV e V.
 
27. Tanto o subjetivismo quanto o relativismo não consideram o conhecimento como universalmente válido
 
A distinção entre ambos se deve ao fato de o
 
(A)  subjetivismo julgar o conhecimento como produto de fatores concernentes às circunstâncias dahistória dos homens, e o relativismo, como produto de fatores psíquicos.
(B)  relativismo derivar da teoria da relatividade, e o subjetivismo da mutabilidade do próprio conhecimento.
(C)  subjetivismo conceber o conhecimento como produto do espírito do tempo, e o relativismo, como produto da cultura dos povos.
(D)  subjetivismo fazer depender o conhecimento de fatores inerentes ao sujeito cognoscente, e o relativismo, de fatores externos.
(E)  relativismo basear-se na idiossincrasia do sujeito, e o subjetivismo, nas condições espaço-
temporais.
 
28. Segundo Kant, os imperativos categórico entendidos como regras da razão prática, distinguem-s dos imperativos hipotéticos.
 
Acerca do que Kant entende por imperativos categórico considere os enunciados a seguir:
 
I. regras da razão prática sem ponto externo de referência.
II. regras cujo fundamento se encontra na positividade das leis.
III. regras a que a vontade se submete incondicionalmente.
IV. regras baseadas nas categorias  a priori do entendimento.
V. regras que o sujeito moral identifica como produtos da razão pura.
 
Conforme esse filósofo, os imperativos categóricos definem-se como
  
(A)  I e II.
(B)  I e III.
(C)  II e IV.
(D)  I, III e V.
(E)  III, IV e V.
 
29. Entendida como um sistema ordenado e coerente de leis universais que encerram um valor prospectivo, a teoria científica permite 
 
(A)  conceber novos conhecimentos  a priori baseados nas teorias já constituídas.
(B)  prever a ocorrência de fenômenos submetidos às leis científicas sob idênticas condições.
(C)  projetar novos enunciados baseados nas leis científicas estabelecidas por princípios a priori.
(D)  julgar a ocorrência de fenômenos em quaisquer condições empiricamente observáveis.
(E)  estabelecer a priori novas leis baseadas nos princípios já consolidados teoricamente.
 
30. Aristóteles, ao tratar da concepção de beleza, afirma que 
 
“um ser ou uma coisa composta de partes diversas só pode ter beleza na medida em que as partes componentes são dispostas em determinada ordem e possuem, além disso, uma dimensão que não pode ser arbitrária, pois o belo consiste na ordem e na grandeza.” 
(ARISTÓTELES, Arte Poética, apud HUISMAN, D.
A estética, São Paulo: Difel, 1961, p 23/24)
 
Avalie as alternativas abaixo, considerando a concepção aristotélica de beleza.
 
I. A beleza é composta de partes diversas distribuídas conforme a grandeza da ordem concebida pelo artista. 
II. A disposição das partes maiores deve obedecer à ordem natural da dimensão das coisas.
III. A dimensão das partes constitutivas deve ser integrada segundo um ordenamento gradual da beleza estética.
IV. O belo será, pois, a ordem estrutural de um mundo encarado sob seu melhor aspecto.
V. A beleza deve ser analisada segundo os critérios de simetria e de unidade.
 
Estão corretas as afirmativas
 
(A)  I e II. 
(B)  III e IV.
(C)  IV e V.
(D)  III e V.
(E)  I, II e III.
 
31. Sobre a forma de expressão da arte, considere o que afirma Schiller: 
 
“Numa forma de arte verdadeiramente bela, o conteúdo não deve ser nada, a forma tudo: só por meio da forma atuamos sobre o homem como totalidade, através do conteúdo só atuamos sobre as forças dele separadas.”
(SCHILLER. Cartas sobre a educação estética, apud HUISMAN, D. A estética, São Paulo: Difel, 1961, p. 40-41)
 
Sobre o significado desse comentário, é correto afirmar que
 
(A)  o grande artista deve desprezar todo teor material da obra de arte em favor da forma.
(B)  somente o músico e o poeta são dignos de serem considerados verdadeiros artistas, já que não tratam de conteúdos materiais.
(C)  o segredo da verdadeira arte consiste na total abstração do seu conteúdo em benefício da pura forma.
(D)  o homem só pode ser representado artisticamente na sua totalidade por meio de uma técnica capaz de reproduzi-lo em todos os seus detalhes.
(E)  o verdadeiro segredo do grande artista consiste na destruição da matéria por meio da forma.
 
32. Sobre a relação entre forma e conteúdo, Hegel considera que “a beleza é a manifestação sensível da ideia, o conteúdo da arte é a ideia; sua forma, a configuração sensível e imaginativa”. (HUISMAN, D. A estética, São Paulo: Difel, 1961, p. 43)
 
Para que os dois aspectos da arte se interpenetrem, é preciso que
 
(A)  forma e conteúdo sejam imaginados simultaneamente para se atingir o ideal.
(B)  a ideia seja captada de seu conteúdo sensível por meio de um processo de abstração.
(C)  o conteúdo constitutivo da arte se revela capaz de transformar-se em pura racionalidade interna do real.
(D)  o artista opere um ajuste da ideia ao conteúdo empírico racionalmente dado.
(E)  o sensível seja previamente imaginado em sua idealidade empírica.
  
 
25.  E
26.  C
27.  D
28.  B
29.  B
30.  C
31.  C
32.  C

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